Brazilian Journal of Pulmonology

ISSN (on-line): 1806-3756 | ISSN (printed): 1806-3713

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Current Issue: 2002 - Volume 28 - Number 1 (January/February)

ORIGINAL ARTICLE

Role of the open lung biopsy in the evaluation of undiagnosed acute lung disease in a pediatric intensive care unit

Contribuição da biópsia pulmonar a céu aberto na avaliação de pneumopatias difusas e agudas em unidade de terapia intensiva pediátrica

 

Albert Bousso; Evandro Roberto Baldacci; José Carlos Fernandes; Iracema de Cássia Oliveira Fernandes; Andréa Maria Gomes Cordeiro; José Pinhata Otoch; Bernardo Ejzenberg; Yassuhiko Okay

 

Abstract

Introduction: The diagnosis of diffuse lung disease is still a challenge for the pediatric intensive care physician. Routine clinical examinations and laboratory tests are frequently negative. The objective of this study was to evaluate the diagnostic potential, the impact on therapy and the rate of complications of open lung biopsy in children with undiagnosed diffuse lung disease, respiratory failure and inappropriate response to initial therapy. Methods: From January 1987 to January 1997, 29 children with diffuse pulmonary disease of unknown etiology, respiratory
failure (PaO2 /FiO2 < 300) and no response to previous treatments were considered for open lung biopsy. Newborns, children with known chronic pulmonary disease and children with untreatable shock or coagulopathy were excluded. All biopsies were performed by a thoracic surgeon by a microthoracotomy in the lung shown to be the most affected by X-ray examination. Tissue samples were analyzed in terms of cultures, light microscopy, electron microscopy and immunofluorescence microscopy, according to the pathologist's decision. Results: All biopsies (100%) resulted in at least one histological diagnosis and in 20 patients (68.9%) it was obtained a specific diagnosis. The most frequent histological patterns found were: non-specific interstitial pneumonitis with variable degrees of fibrosis in 18 cases; bronchiolitis in eight cases and pulmonary hypertension in three cases. Regarding the most frequent specific diagnosis, six children were found with cytomegalovirus infection, three with Pneumocystis carinii, three with adenovirus and three with respiratory syncytial virus infection. These data induced a change in therapy in 20 children (68.9%). The most frequent changes in therapy were the use of corticosteroids in 14 children and a review of the antibiotic regimen in six patients. Seven patients (24.1%) presented with complications that were easily resolved. There were 13 deaths, probably due to the critical conditions of these patients, all unrelated to the procedure. Conclusions: Open lung biopsy, though an invasive procedure, should be considered in the evaluation of selected children with undiagnosed diffuse lung disease, respiratory failure and with no satisfactory response to previous therapies.

 

Resumo

Introdução: Os dados clínico-laboratoriais convencionais raramente fornecem o diagnóstico em pneumopatias difusas. O objetivo deste estudo foi avaliar o papel da biópsia pulmonar a céu aberto no
que se refere ao seu potencial diagnóstico, ao impacto dos resultados sobre a conduta clínica e à incidência de complicações do procedimento. Material e métodos: No período de janeiro/1987 a janeiro/1997, 29 biópsias pulmonares foram realizadas em crianças com pneumopatias difusas, em insuficiência respiratória aguda, sem etiologia e sem resposta à terapêutica empírica prévia. Foram excluídos os recém-nascidos, crianças com pneumopatias crônicas prévias e crianças com
coagulopatia ou choque intratáveis. Todas as biópsias foram realizadas através de microtoracotomia no pulmão mais acometido ao exame radiológico. O fragmento de tecido pulmonar foi analisado por
meio de culturas e de exames de microscopia ótica, eletrônica e imunofluorescência. Resultados: O processamento do material da biópsia forneceu pelo menos um diagnóstico histopatológico em todas
as crianças estudadas (100%) e em 20 (68,9%) obteve-se um diagnóstico etiológico. Os principais diagnósticos histopatológicos foram: pneumonite intersticial não específica com fibrose variável em 18
casos; bronquiolite em oito casos e hipertensão pulmonar em três casos. Nos diagnósticos etiológicos, os principais agentes foram: citomegalovírus em seis crianças; Pneumocystis carinii em três;
adenovírus em três e infecção pelo vírus respiratório sincicial em três casos. Os resultados geraram mudanças no tratamento em 20 casos (68,9%). As principais alterações de conduta foram a
introdução de corticoterapia em 14 pacientes e a revisão da antibioticoterapia em seis. Sete casos (24,1%) apresentaram complicações, que foram resolvidas, e nenhum óbito foi relacionado ao
procedimento. Conclusão: Conclui-se que a biópsia pulmonar a céu aberto é um procedimento que, mesmo invasivo, deve ser considerado na avaliação de crianças com pneumopatias difusas graves, sem
etiologia definida, sem resposta à terapêutica previamente instituída e em insuficiência respiratória.

 

 

 

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