Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2018 - Volume 44  - Número 3  (Maio/Junho)

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Educação continuada: Imagem

6 - Pulmão hipertransparente unilateral

Unilateral hyperlucent lung

Edson Marchiori1,a, Bruno Hochhegger2,b, Gláucia Zanetti1,c

J Bras Pneumol.2018;44(3):182

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Artigo Original

8 - Relação entre a disponibilidade de serviços de fisioterapia e custos de UTI

Relationship between availability of physiotherapy services and ICU costs

Bruna Peruzzo Rotta1,2,a, Janete Maria da Silva2,3,b, Carolina Fu2,4,c, Juliana Barbosa Goulardins4,5,d, Ruy de Camargo Pires-Neto2,4,e, Clarice Tanaka2,4,f

J Bras Pneumol.2018;44(3):184-189

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Objetivo: Determinar se a disponibilidade de serviços de fisioterapia 24 h/dia reduz os custos de UTI comparada à disponibilidade padrão de 12 h/dia entre pacientes admitidos pela primeira vez na UTI. Métodos: Estudo de prevalência observacional, envolvendo 815 pacientes ≥ 18 anos de idade que estavam em ventilação mecânica invasiva (VMI) por ≥ 24 h e que tiveram alta de uma UTI para uma enfermaria em um hospital universitário terciário no Brasil. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a disponibilidade de serviços de fisioterapia na UTI em h/dia: 24 h (PT-24; n = 332); e 12 h (PT-12; n = 483). Os dados coletados incluíram os motivos das internações hospitalares e das admissões na UTI; a pontuação Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (APACHE II); a duração da VMI; o tempo de permanência na UTI (TP-UTI); e o escore Ômega. Resultados: A gravidade da doença foi similar em ambos os grupos. A disponibilidade ininterrupta de serviços de fisioterapia foi associada a tempos menores de VMI e TP-UTI, bem como a menores custos (totais, médicos e com pessoal), comparada à disponibilidade padrão de 12 h/dia. Conclusões: Na população estudada, os custos totais e os custos com pessoal foram menores no grupo PT-24 do que no grupo PT-12. A disponibilidade em h/dia dos serviços de fisioterapia mostrou ser um preditor significativo dos custos de UTI.

 


Palavras-chave: Unidades de terapia intensiva; Respiração artificial; Terapia respiratória; Custos hospitalares.

 

9 - Valores de referência para o teste de argolas de seis minutos em adultos saudáveis no Brasil

Reference values for the six-minute pegboard and ring test in healthy adults in Brazil

Vanessa Pereira Lima1,2,a, Fabiana Damasceno Almeida3,4,b, Tania Janaudis-Ferreira5,6,c, Bianca Carmona3,4,d, Giane Amorim Ribeiro-Samora3,4,e, Marcelo Velloso3,4,f

J Bras Pneumol.2018;44(3):190-194

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Objetivo: Determinar valores de referência para o teste de argolas de seis minutos (TA6) em uma amostra de adultos jovens e idosos saudáveis no Brasil e associar os resultados do teste com o comprimento de membros superiores, circunferências de braço e antebraço dominantes e nível de atividade física. Métodos: O TA6 foi realizado duas vezes, com intervalo de 30 min entre os testes. Os voluntários foram instruídos a mover tantas argolas quanto possíveis em seis minutos. O melhor resultado do teste foi escolhido para análise de dados. Resultados: Participaram do estudo 104 indivíduos com idades de 30-80 anos. Os valores de referência foram reportados por faixa etária. Foi observado que a idade se correlacionou com os valores obtidos no TA6. Indivíduos da faixa etária mais jovem (30-39 anos), quando comparados à faixa etária mais idosa (> 80 anos) apresentaram significativamente um maior desempenho (430,25 ± 77,00 vs. 265,00 ± 65,75; p < 0,05). O TA6 apresentou uma correlação fraca e positiva com o nível de atividade física (r = 0,358; p < 0,05), mas não com as outras variáveis analisadas. Conclusões: Este estudo foi capaz de originar valores de referência para o TA6 em uma amostra de adultos jovens e idosos saudáveis no Brasil. Houve uma correlação dos valores obtidos no TA6 com a idade.

 


Palavras-chave: Extremidade superior; Resistência física; Tolerância ao exercício; Teste de esforço.

 

10 - Comparação de duas intervenções de cessação do tabagismo em pacientes internados

Comparison of two smoking cessation interventions for inpatients

Antonio Carlos Ferreira Campos1,a, Angela Santos Ferreira Nani2,b, Vilma Aparecida da Silva Fonseca3,c, Eduardo Nani Silva1,2,d, Marcos César Santos de Castro2,4,e, Wolney de Andrade Martins1,2,f

J Bras Pneumol.2018;44(3):195-201

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Objetivo: Comparar a eficácia de duas intervenções de cessação de tabagismo baseadas na terapia cognitivo-comportamental em pacientes internados e avaliar os fatores relacionados à recaída após a alta hospitalar. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, com 90 tabagistas internados em um hospital universitário. Foram coletados dados relacionados a características sociodemográficas, motivo da internação, doenças relacionadas ao tabagismo, carga tabágica, grau de dependência de nicotina (DN) e grau de fissura. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos de tratamento: intervenção breve (InB; n = 45) e intervenção intensiva com apresentação de um vídeo educativo (InIV; n = 45). Para avaliar recaídas, todos os pacientes foram entrevistados por contato telefônico no primeiro, terceiro e sexto mês após a alta. A abstinência foi confirmada pela medida de monóxido de carbono no ar expirado (COex). Resultados: Dos 90 pacientes avaliados, 55 (61,1%) eram homens. A média de idade foi de 51,1 ± 12,2 anos. O grau de DN foi elevado em 39 (43,4%), e sintomas de abstinência estavam presentes em 53 (58,9%). A média de COex inicial foi de 4,8 ± 4,5 ppm. O COex se correlacionou positivamente com o grau de DN (r = 0,244; p = 0,02) e negativamente com o número de dias sem fumar (r = −0,284; p = 0,006). Não houve diferenças entre os grupos quanto a variáveis relacionadas com nível socioeconômico, carga tabágica ou internação. Dos 81 pacientes avaliados após 6 meses de segmento, 33 (40,7%) continuaram abstinentes (9 e 24 nos grupos InB e InIV, respectivamente; p = 0,001) e 48 (59,3%) recaíram (31 e 17 nos grupos InB e InIV, respectivamente; p = 0,001). O grau de fissura (moderado ou intenso) foi um fator de risco independente significativo para a recaída, com um risco relativo de 4,0 (IC95%: 1,5-10,7; p < 0,00001). Conclusões: A inclusão de um vídeo educativo provou ser eficaz na redução das taxas de recaída. O grau de fissura foi um fator de risco significativo para a recaída.

 


Palavras-chave: Abandono do hábito de fumar; Tabagismo; Pacientes internados; Hospitalização.

 

11 - Tríade síndrome da apneia obstrutiva do sono, DPOC e obesidade: sensibilidade de escalas de sono e de questionários respiratórios

The triad of obstructive sleep apnea syndrome, COPD, and obesity: sensitivity of sleep scales and respiratory questionnaires

Flávio Danilo Mungo Pissulin1,a, Francis Lopes Pacagnelli1,b, Maiara Almeida Aldá1,c, Ricardo Beneti1,d, Jefferson Luis de Barros2,e, Suzana Tanni Minamoto2,f, Silke Anna Thereza Weber2,g

J Bras Pneumol.2018;44(3):202-206

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Objetivo: Avaliar se a presença de síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) modifica a percepção de queixas respiratórias e de qualidade de vida em pacientes com DPOC por meio de questionários específicos, além de verificar se escalas de sonolência diurna e de rastreamento para SAOS podem ser empregadas na tríade SAOS, DPOC e obesidade. Métodos: Foram incluídos no estudo 66 portadores diagnosticados com DPOC leve/moderada ou grave e com índice de massa corpórea > 27 kg/m2. Após a polissonografia, foram aplicados escala de sonolência de Epworth (ESE), Questionário de Berlim (QB), escala modificada do Medical Research Council (mMRC), Baseline Dyspnea Index (BDI) e Saint George's Respiratory Questionnaire (SGRQ). Resultados: Foram analisados os grupos DPOC e SAOS (n = 46) vs. DPOC sem SAOS (n = 20). Do primeiro grupo, foram formados os subgrupos DPOC+SAOS leve/moderada (n = 32) e DPOC+SAOS grave (n = 14), que foram comparados com o grupo DPOC sem SAOS. Houve diferença significativa nas médias de VEF1 (l) entre os grupos DPOC com e sem SAOS (p = 0,073). A presença da tríade não aumentou significativamente o escore de ESE, tendo o escore > 10 especificidade de 0,58. O QB não identificou alto risco para SAOS na presença da tríade (especificidade de 0,31). Não houve diferenças significativas nos domínios e no escore total do SGRQ entre os grupos DPOC com e sem SAOS. Conclusões: Os fatores de confusão presentes na tríade SAOS, DPOC e obesidade impediram a percepção de maior sonolência diurna e de risco elevado de SAOS. Não foi identificada piora na percepção de dispneia e na qualidade de vida.

 


Palavras-chave: Apneia obstrutiva do sono; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Obesidade; Inquéritos e questionários.

 

12 - Obesidade e asma: caracterização clínica e laboratorial de uma associação frequente

Obesity and asthma: clinical and laboratory characterization of a common combination

Juliana Pires Viana de Jesus1,2,a, Aline Silva Lima-Matos2,3,b, Paula Cristina Andrade Almeida2,c, Valmar Bião Lima2,d, Luane Marques de Mello4,e, Adelmir Souza-Machado2,5,f, Eduardo Vieira Ponte5,6,g, Álvaro Augusto Cruz2,7,h

J Bras Pneumol.2018;44(3):207-212

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Objetivo: Avaliar a relação entre obesidade e asma. Métodos: Análise preliminar transversal de dados de um estudo de caso-controle com 925 pacientes com asma leve a moderada ou grave, avaliados entre 2013 e 2015. A classificação de obesidade levou em conta o índice de massa corpórea (IMC) e a circunferência abdominal. Foram coletados parâmetros clínicos, laboratoriais, medidas antropométricas e de função pulmonar, assim como resultados de questionários de controle da asma e de qualidade de vida e presença de comorbidades. Resultados: Os indivíduos obesos apresentaram um número significativamente maior de neutrófilos no sangue periférico que os não obesos (p = 0,01). Entre os obesos, 163 (55%) apresentaram positividade no teste alérgico, enquanto os grupos com sobrepeso e IMC normal apresentaram positividade em 62% e 67%, respectivamente. Os parâmetros espirométricos dos indivíduos obesos foram mais baixos que os dos não obesos, e 97 obesos (32%) apresentaram asma não controlada, uma proporção significativamente maior do que a observada nos demais grupos de estudo (p = 0,02). Conclusões: Indivíduos asmáticos e obesos têm pior controle da asma e valores mais baixos de parâmetros de função pulmonar que os não obesos. A proporção de pacientes sem atopia entre asmáticos obesos foi maior que entre os não obesos. Nossos resultados sugerem que indivíduos asmáticos obesos podem apresentar um padrão inflamatório diferente do habitual e doença de mais difícil controle quando comparados com indivíduos asmáticos não obesos.

 


Palavras-chave: Asma; Obesidade; Sobrepeso; Eosinofilia.

 

13 - O COPD Assessment Test é sensível para diferenciar pacientes com DPOC de indivíduos tabagistas e não tabagistas sem a doença? Um estudo de base populacional

Is the COPD Assessment Test sensitive for differentiating COPD patients from active smokers and nonsmokers without lung function impairment? A population-based study

Manuela Karloh1,2,a, Simone Aparecida Vieira Rocha1,b, Marcia Margaret Menezes Pizzichini1,3,c, Francine Cavalli1,d, Darlan Laurício Matte1,2,4,e, Emilio Pizzichini1,3,f; The Respira Floripa Group

J Bras Pneumol.2018;44(3):213-219

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Objetivo: Avaliar a pontuação obtida no COPD Assessment Test (CAT, Teste de Avaliação da DPOC) por adultos com e sem DPOC, bem como comparar a pontuação obtida no CAT por não fumantes, ex-fumantes e fumantes sem DPOC com a obtida por pacientes com DPOC. Métodos: Estudo populacional transversal (Respira Floripa) do qual participaram adultos com idade ≥ 40 anos, residentes em Florianópolis (SC). Foram investigados 846 domicílios. Além de responderem aos questionários do Respira Floripa e CAT, os participantes realizaram prova de função pulmonar. Resultados: Foram analisados dados referentes a 1.057 participantes (88,1% da amostra prevista). Noventa e dois participantes (8,7%) receberam diagnóstico funcional de DPOC. Destes, 72% não estavam cientes de que tinham DPOC. A média da pontuação no CAT foi maior no grupo de pacientes com DPOC que no de indivíduos sem DPOC [10,6 (IC95%: 8,8-12,4) vs. 6,6 (IC95%: 6,1-7,0); p < 0,01]. A pontuação obtida em cada item do CAT foi significativamente maior nos pacientes com DPOC que nos indivíduos sem DPOC (p < 0,001), à exceção da pontuação obtida nos itens referentes a sono (p = 0,13) e energia (p = 0,08). A média da pontuação no CAT foi maior nos pacientes com DPOC que em não fumantes [5,8 (IC95%: 5,3-6,4)] e ex-fumantes [6,4 (IC95%: 5,6-7,2); p < 0,05]. Entretanto, não houve diferenças significativas entre os pacientes com DPOC e fumantes sem DPOC quanto à média da pontuação no CAT [9,5 (IC95%: 8,2-10,8); p > 0,05], à exceção da média da pontuação no item confiança ao sair de casa (p = 0,02). Conclusões: A pontuação no CAT foi maior no grupo de pacientes com DPOC que em não fumantes e ex-fumantes sem DPOC. Entretanto, não houve diferenças significativas entre pacientes com DPOC e fumantes sem DPOC quanto à pontuação no CAT. Fumantes com relação VEF1/CVF > 0,70 apresentam estado de saúde comprometido e sintomas respiratórios semelhantes aos de pacientes com DPOC.

 


Palavras-chave: Testes de função respiratória; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Fumar.

 

14 - Validade e confiabilidade da avaliação da mobilidade diafragmática pelo método da área radiográfica em sujeitos saudáveis

Validity and reliability of assessing diaphragmatic mobility by area on X-rays of healthy subjects

Aline Pedrini1,a, Márcia Aparecida Gonçalves1,b, Bruna Estima Leal1,c, Michelle Gonçalves de Souza Tavares2,d, Wellington Pereira Yamaguti3,e, David Luiz Góes4,f, Elaine Paulin1,g

J Bras Pneumol.2018;44(3):220-226

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Objetivo: Avaliar a validade concorrente, assim como a confiabilidade intra e interobservador, da avaliação da mobilidade diafragmática pelo método da área radiográfica (MDárea) em adultos saudáveis. Métodos: Foram avaliados os parâmetros antropométricos, a função pulmonar e a mobilidade diafragmática de 43 participantes. A mobilidade diafragmática foi determinada por dois observadores (A e B) em dois momentos distintos. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para avaliar a correlação entre o método da MDárea e o método por distância (MDdist). Para avaliar a confiabilidade intra e interobservador, foi utilizado o coeficiente de correlação intraclasse (CCI [2,1]), IC95% e a disposição gráfica de Bland & Altman. Resultados: Houve uma correlação significativa entre MDárea e MDdist (r = 0,743; p < 0,0001). Para MDárea, a confiabilidade intraobservador foi alta para a avaliação radiográfica do hemidiafragma direito (HDD) - CCI (2,1) = 0,92 (IC95%: 0,86-0,95) para o observador A e CCI (2,1) = 0,90 (IC95%: 0,84-0,94) para o observador B - e do hemidiafragma esquerdo (HDE) - CCI (2,1) = 0,96 (IC95%: 0,93-0,97) para o observador A e CCI (2,1) = 0,91 (IC95%: 0,81-0,95 para o observador B (p < 0,0001 para todos). Também para MDárea, a confiabilidade interobservador foi alta para a primeira e segunda avaliações do HDD - CCI (2,1) = 0,99 (IC95%: 0,98-0,99) e CCI (2,1) = 0,95 (IC95%: 0,86-0,97), respectivamente - e HDE - CCI (2,1) = 0,94 (IC95%: 0,87-0,97) e CCI (2,1) = 0,94 (IC95%: 0,87-0,97), respectivamente - (p < 0,0001 para ambos). A disposição gráfica de Bland & Altman mostrou uma boa concordância entre as medidas de mobilidade de HDD e HDE. Conclusões: O método de MDárea demonstrou ser válido e reprodutível para medir a mobilidade diafragmática.

 


Palavras-chave: Diafragma/fisiologia; Estudos de validação; Reprodutibilidade dos testes; Radiografia.

 

Comunicação Breve

15 - Minipleurostomia com curativo a vácuo: uma opção minimamente invasiva a pleurostomia

Mini-thoracostomy with vacuum-assisted closure: a minimally invasive alternative to open-window thoracostomy

Alessandro Wasum Mariani1,a, João Bruno Ribeiro Machado Lisboa1,b, Guilherme de Abreu Rodrigues1,c, Ester Moraes Avila2,d, Ricardo Mingarini Terra1,e, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1,f

J Bras Pneumol.2018;44(3):227-230

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A pleurostomia é uma opção frequente de tratamento para pacientes com empiema pleural fase III que não toleram decorticação pulmonar. Todavia, esse tratamento é considerado mutilante por envolver a confecção de um stoma torácico, que pode demorar anos para se fechar ou requerer nova cirurgia. Descreveu-se recentemente uma técnica minimamente invasiva que associa uso intrapleural de curativo a vácuo como opção a pleurostomia. A presente comunicação objetiva demonstrar o resultado de uma série inicial de pacientes tratados com a minipleurostomia associada ao uso de curativo a vácuo no que tange a sua efetividade e segurança.

 


Palavras-chave: Infecção; Empiema pleural; Tratamento de ferimentos com pressão negativa; Toracostomia.

 

Série de Casos

16 - Proteinose alveolar pulmonar: caracterização e desfechos em uma série de casos no Brasil

Characterization and outcomes of pulmonary alveolar proteinosis in Brazil: a case series

Rodolfo Augusto Bacelar de Athayde1,a, Fábio Eiji Arimura1,b, Ronaldo Adib Kairalla1,c, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho1,d, Bruno Guedes Baldi1,e

J Bras Pneumol.2018;44(3):231-236

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Objetivo: A proteinose alveolar pulmonar (PAP) é uma doença rara, caracterizada pelo acúmulo alveolar de substância surfactante, composta por proteínas e lipídios. É causada por um déficit de atividade macrofágica, cujo principal tratamento é a lavagem pulmonar total (LPT). Relatamos a seguir a experiência de um centro de referência brasileiro em PAP. Métodos: Estudo retrospectivo com a avaliação de pacientes com PAP acompanhados entre 2002 e 2016. Informações sobre história clínica, métodos diagnósticos, tratamentos realizados e desfechos, incluindo dados de função pulmonar, sobrevida e presença de complicações, foram analisados. Resultados: Foram incluídos 12 pacientes (8 mulheres), com média de idade de 41 ± 15 anos. A maioria dos pacientes foi diagnosticada por LBA e biópsia transbrônquica. A média do número de LPT realizadas por paciente foi de 2,8 ± 2,5. Um terço dos pacientes não foi submetido à LPT. Quatro pacientes (33,3%) apresentaram infecções associadas (criptococose, em 2; nocardiose, em 1; e tuberculose, em 1) e houve 2 óbitos (16,6%): 1 por adenocarcinoma lepídico e 1 por complicações na indução anestésica pré-LPT. Não houve diferença significativa entre os dados funcionais; porém houve uma tendência de aumento da SpO2 ao se comparar os dados iniciais aos do final do seguimento. A mediana de seguimento foi de 45 meses (1-184 meses), com taxa de sobrevida em 5 anos de 82%. Conclusões: Pelo que sabemos, esta é a maior série de casos de PAP no Brasil. A taxa de sobrevida foi semelhante à encontrada em outros centros. A LPT ainda é o tratamento de escolha para pacientes sintomáticos e hipoxêmicos. Deve-se atentar para complicações, especialmente infecções oportunistas.

 


Palavras-chave: Proteinose alveolar pulmonar; Lavagem broncoalveolar; Infecções oportunistas.

 

Artigo de Revisão

17 - Reperfusão no tromboembolismo pulmonar agudo

Reperfusion in acute pulmonary thromboembolism

Caio Julio Cesar dos Santos Fernandes1,2,a, Carlos Vianna Poyares Jardim1,b, José Leonidas Alves Jr1,2,c, Francisca Alexandra Gavilanes Oleas1,d, Luciana Tamie Kato Morinaga1,e, Rogério de Souza1,f

J Bras Pneumol.2018;44(3):237-243

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O tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo é uma condição altamente prevalente (104-183 por 100.000 pessoas-ano) e potencialmente fatal. Aproximadamente 20% dos pacientes com TEP agudo apresentam-se hipotensos, sendo considerados pacientes com alto risco de morte. Nesses casos, a necessidade de reperfusão pulmonar imediata é mandatória para reduzir a pós-carga do ventrículo direito e restaurar a condição hemodinâmica do paciente. Visando a redução da resistência vascular pulmonar no TEP agudo e, por consequência, a melhora na função ventricular direita, estratégias de reperfusão pulmonar foram desenvolvidas com passar do tempo e vêm sendo muito estudadas nos últimos anos. Avanços na indicação e no uso de trombolíticos sistêmicos, reperfusão pulmonar via abordagem endovascular ou abordagem cirúrgica clássica no TEP agudo são os focos desta revisão.

 


Palavras-chave: Embolia; Choque; Hipotensão; Terapia trombolítica; Reperfusão; Hemorragia.

 

Imagens em Pneumologia

18 - Síndrome da embolia gordurosa: achados de TC de tórax

Fat embolism syndrome: chest CT findings

Alessandro Graziani1,a, Chiara Carli Moretti2,b, Federica Mirici Cappa3,c

J Bras Pneumol.2018;44(3):244

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Resposta do autor

22 - Resposta dos autores

Authors' reply

Marcelo Fouad Rabahi1,a, José Laerte Rodrigues da Silva Júnior2,3,b, Marcus Barreto Conde4,5,c

J Bras Pneumol.2018;44(3):251-252

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